Fitness Mental: 1001 maneiras de fazer bacalhau

Este podia perfeitamente ser um texto sobre culinária, já que com um único produto (que por sinal nem é seu, é importado) o português arranjou forma de o salgar e preparar de mil e uma maneiras diferentes e únicas! Isto para mim quer dizer uma coisa: o português tem uma extraordinária capacidade de se reinventar.


Lembro-me na faculdade durante uma aula sobre produto, um professor ergueu uma garrafa de água sem rótulo e perguntou, qual é o melhor produto para uma empresa vender? Logo começou a algazarra de respostas, uns diziam: “é o que apresentar maior lucro!” Outros diziam: “é o que tiver o melhor segredo”, outros ainda acrescentavam: “é o que chegue ao maior número de pessoas”. Então o professor disse, que pode ter todas essas características, mas o melhor produto é aquele que se assemelhe à lixívia. Voltou a erguer a garrafa e demonstrou, a lixívia em bruto é eficaz como desinfetante, misturada com 2 partes de água é o melhor contra nódoas difíceis, com 3 pode limpar vidros e por ai vai. No outro dia enquanto contava esta história a um amigo ele acrescentou: “é bem verdade, e apenas com uma gota desinfeta até os alimentos!” Mas nunca deixou de ser lixívia. Creio que o que o meu professor quis transmitir foi a importância de ser-se adaptável.

Quando as pessoas chegam aos nossos consultórios esta é a primeira grande meta, o paciente encontra-se tão condicionado pela sua vida e pelas aprendizagens que fez que acredita não ter outras alternativas e por isso apresenta uma tremenda rigidez e resistência à mudança. Mas hoje a minha intenção é lembrar-lhe de que essa capacidade de cozinhar bacalhau de mil e uma formas diferentes faz parte do seu código genético.

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Quantas vezes nas nossas vidas ou empresas passamos por momentos de crise? De certo que isso já lhe aconteceu. Não existe bonança constante, sucesso em linha recta, sem oscilações. São os momentos de crise que fazem com que nos reinventemos e mais do que isso, são nesses momentos que “limpamos a casa”. De que importa estar rodeado de amigos, familiares, colegas de trabalho ou funcionários por quem dá o seu suor se nos momentos de crise são os primeiros abandonar o barco?

Não existe bonança constante, sucesso em linha recta, sem oscilações. 

Deve então alegrar-se, olhar para isso com esperança, pois os que ficam são aqueles com quem pode verdadeiramente contar e acredite, vai sobrar espaço para poderem entrar pessoas que vão realmente valer o seu tempo e dedicação, que vai ser recíproco, e quando muitos e bons se juntam, então dá-se lugar a uma causa! Se não há bonança constante, também não há infortúnio permanente, só que agora pode inverter a curva para ascensão, bem alicerçado.

Que a poeira das estrelas ilumine o seu dia!

Sobre o autor

Dra. Ana Basto

Dra. Ana Basto
Directora Executiva Clinica Dra. Rosa Basto
Hipnoterapeuta pelo método Terapia Diamante®
Formadora em Storytelling e Contoterapia
Licenciada em Gestão e Administração de Marketing


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