Stress: até quando vamos ignorar os alertas?

A ansiedade e o stress não têm impacto só na nossa mente; o corpo vai se ressentindo de situações menos positivas e nas quais não soubemos lidar com as nossas emoções. Existem vários cenários possíveis, propícios ao aparecimento de algumas doenças físicas, como a dificuldade em expressar emoções, lutos por resolver, dificuldade em lidar com situações de desespero, a falta de elo com um ou com os dois progenitores, e por isso é tão importante que cuidemos das emoções e dos pensamentos.


Um outro cenário, nos nossos dias muito recorrente, que pode levar a uma fragilidade física, é o stress. Esta palavra entrou nos nossos dicionários, nas nossas conversas e na nossa vida de tal forma que quase se tornou num estado normal. As pessoas foram aceitando o stress como fazendo parte integrante das suas vidas, aliás, algumas chegam mesmo a defender que um pouco de stress no dia a dia, até é benéfico para o nosso desempenho, porém essa ideia não podia estar mais equivocada.

Este chamado stress funcional não é de forma alguma benéfico, e o nosso corpo não está preparado para estar sempre em alerta, uma vez que também não estamos sempre à beira de um perigo iminente, e ao vivermos nesta tensão constante deixamos o nosso organismo numa posição muito frágil e propenso a doenças do foro físico. Existe uma ansiedade funcional, que nos ajudar a estar mais despertos e a nos preparar para algo que temos pela frente, contudo são situações pontuais, que na medida certa podem trazer benefícios.

O stress acaba por dominar a forma como as pessoas vivem a sua vida, e o controlo desta passa a estar inteiramente nas mãos do stress, o que começa a provocar vários sintomas físicos, como dores de cabeça constantes dores de costas, cansaço extremo, noites mal dormidas, insónias, entre tantos outros, até poder, mesmo levar ao burnout.

Existe uma ansiedade funcional, que nos ajuda a estar mais despertos e a nos preparar para algo que temos pela frente, contudo são situações pontuais, que na medida certa podem trazer benefícios.

Atingimos o estado de burnout, quando levamos o cansaço e o stress a um estado de tal forma extremo que o nosso cérebro deixa de conseguir cumprir muitas das suas funções, principalmente na esfera profissional, como se se desligasse por uso incorreto.

A tendência da maioria das pessoas é ir ignorando estes sinais que o corpo vai manifestando; sim, porque o nosso corpo também fala; ou quando o sofrimento físico já começa a ser em demasia, recorre aos fármacos como a solução para os seus problemas.

Estas situações limite podem ser evitadas, por isso é tão importante conhecermos os nossos limites, respeitarmos os nossos tempos e escutarmos o nosso corpo, tal como é essencial aprendermos a lidar com as nossas emoções e a relativizar as situações com as quais nos vamos deparando na vida.  É possível evitarmos o burnout e recuperarmos as rédeas da nossa vida.

Dra. Rosa Basto

Comentários