Ansiedade

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A ansiedade é uma característica biológica perfeitamente normal no nosso organismo, com um propósito positivo e bem definido no que diz respeito à organização da estrutura cerebral humana. A ansiedade surge imediatamente antes de alguma situação real ou imaginária de perigo e é normalmente acompanhada por manifestações corporais menos agradáveis (taquicardia, medo exagerado, contração do tórax, dores de barriga, entre outros.)

O nosso organismo reage assim desta forma a qualquer situação de perigo seja ela concreta e real ou apenas do domínio da nossa imaginação. Podemos então concluir que a ansiedade é um mecanismo benéfico na organização de toda a nossa biologia e funcionamento, no entanto o problema reside no descontrolo dos níveis de ansiedade e no seu aparecimento quando não necessária.

Os momentos em que nos sentimos ansiosos são acompanhados por descargas de adrenalina que deixam o nosso corpo e cérebro melhor preparados para reagirem a situações de potencial perigo, permitindo-lhe uma maior agilidade e consequentemente uma maior possibilidade de sobrevivência.

QUAIS OS SINTOMAS

Existem alguns indicadores que nos permitem perceber se estamos perante um quadro de ansiedade desajustada. Através de um conjunto de perturbações emocionais e comportamentos tipo é possível concluir se estamos perante um quadro ansioso patológico ou apenas uma reação biológica normal:

  • Fobias;
  • Insónias;
  • Ataques de pânico;
  • Timidez/Fobia social;
  • Fadiga;
  • Desorientação;
  • Vertigens;
  • Taquicardia;
  • Vómitos;
  • Dificuldade de controlo urinário;
  • Sensação de boca seca;
  • Dificuldade em engolir;
  • Contrações e tremores corporais;
  • Entre outros.

A ansiedade pode assim tornar-se numa limitação altamente incapacitante, impossibilitando o normal desenvolvimento social e intelectual do indivíduo. A incapacidade de estar relaxado em situações seguras faz com que as competências sociais não apresentem um normal desempenho, existindo assim, muito frequentemente, lacunas de socialização que invariavelmente se refletem no futuro em dificuldades de convívio social e de criação de núcleos de relacionamento.

É essencial estar atento, e caso sejam identificados alguns dos sintomas acima referidos, encaminhar imediatamente o individuo para apoio psicoterapêutico.