Como se identifica o primeiro sinal de que uma relação pode estar em risco?

Existem alguns sinais que são indicadores quando uma relação está vulnerável. Normalmente, identificam-se na forma da comunicação do casal; o aparecimento de uma terceira pessoa ou a quebra da sexualidade.


Quando as discussões fazem parte do dia-a-dia do casal e que surgem ‘por tudo e por nada’ e se sobrepõem às conversas sadias e positivas, este pode ser o sinal de alerta. Outro sinal de perigo é a crítica. Nos casais em crise a crítica é frequente e acaba por transformar-se numa lista de ataques pessoais que corrói a relação. Os membros do casal deixam de expressar as suas necessidades e passam a atacar-se constantemente. É muito frequente ouvi-los iniciar as suas frases com: ‘TU…’ em vez de ‘EU…’.

Este sucessivo escalavre leva sistematicamente ao aparecimento de outro sinal de perigo: o desprezo. Na realidade, à medida que as dificuldades de comunicação se complicam, os membros do casal deixam de se preocupar com o respeito mútuo e dirigem-se por um caminho muito arriscado, marcado por expressões sarcásticas que são muitas vezes descritas como piadas inofensivas. Contudo, elas visam um humor mais sarcástico do que propriamente inofensivo para ofender o parceiro amoroso/cônjuge. Estas situações levam muitas, das vezes, à violência verbal e física. Um outro sinal de perigo tem a ver com a postura de defesa que um/ou os dois se coloca em relação ao outro. A posição do braço de ferro é também um dos grandes factores de risco para uma relação amorosa. O orgulho impede a capacidade de pedir desculpa e nenhum dos membros do casal consegue perceber que errou. Os pedidos de desculpa esgotam e as tentativas de reconciliação são cada vez menores dando lugar a amuos ou graves discussões. Quando esta panorâmica atinge um nível tão degradável o ambiente familiar é totalmente insuportável. Ainda um dos frequentes sinais no final desta escalada é o isolamento. Algumas vezes um dos membros do casal isola-se sobre si mesmo para evitar as críticas e as discussões. Estes casos são mais evidentes em casais com relações de longa data. Como por exemplo, com o pretexto do marido ressonar a mulher vai dormir para outro quarto, como solução de não ter que ‘aturar’ o protestar do marido. Quanto maior for o afastamento entre o casal, menor será a frequência das meiguices. Não raras vezes, o comportamento ‘público’ destes casais não indicia sequer que se trata de uma relação amorosa – não trocam carinhos, não dão as mãos, etc. Mais parece duas pessoas que se suportam e se detestam!

Luto de uma relação

Nos nossos dias muitas separações conjugais/amorosas têm acontecido. Divórcio/separação tornou-se lugar-comum, onde crescem novas formas de família. Os separados educam tanto os seus como os filhos dos outros. Geram-se conflitos e muita confusão de papéis se impõe na retomada da nova identidade para novamente entrar na vida social. Além desta nova atitude antecede a dor da perda e o sofrimento. Para alguns, a separação é um alívio, mas para muitos outros acresce um sofrimento enorme levando mesmo à susceptibilidade de sofrer uma perturbação emocional profunda, como é o caso da depressão Major. Geralmente, associamos perda ao luto, existem situações na nossa caminhada que são tão intensos que vivemos uma perda como um luto. Por exemplo, as separações. É uma dor que precisa ser enfrentada com realismo e muita ajuda pessoal, espiritual e muitas vezes acompanhada por algum profissional de saúde.

Sobre o autor

Dra. Rosa Basto

Licenciada em Psicologia
Hipnoterapeuta
Criadora do método Terapia Diamante®
Presença quinzenalmente na TVI com a rubrica “Curar com a Hipnoterapia” no programa A Tarde É Sua
Palestrante e Formadora nacional/internacional de Hipnose Clínica e PNL e Terapia Diamante®
Rubrica: Hipnoterapeuta dos Portugueses na Revista Zen Energy


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